Artigo atualizado em 13 de julho de 2026 por João Daniel
Quando o assunto é segurança automotiva no Brasil, a Citroën esteve recentemente no centro de uma tempestade. Após o Latin NCAP (órgão que avalia a segurança dos carros na América Latina) atribuir notas baixas a modelos como o C3, muitos consumidores ficaram apreensivos. “Será que estou colocando minha família em risco?” tornou-se uma das perguntas mais comuns nas buscas do Google.
Neste artigo, encaramos de frente os problemas negativos do passado e mostramos a solução positiva que a marca implementou para reconquistar a confiança do mercado brasileiro.
O Problema Negativo: Por que as Notas foram Baixas?
O principal motivo das críticas do Latin NCAP não foi necessariamente a estrutura do carro (que é moderna, baseada na plataforma CMP), mas sim a lista de equipamentos de série.
- A Falha: Inicialmente, o C3 e algumas versões do Aircross saíam de fábrica com apenas 2 airbags e sem sistemas avançados de assistência. No protocolo de testes atual, que é rigorosíssimo, isso resulta em punição na pontuação final.
- A Percepção: Para o brasileiro, a nota “zero” ou “um” passa a impressão de um carro frágil, o que gerou uma onda de vídeos negativos e desvalorização no mercado de usados.
A Solução Positiva: A Virada da Stellantis em 2026
A Citroën ouviu o mercado. A partir da linha 2026, houve um movimento de “blindagem” da marca no quesito segurança:
- 6 Airbags de Série: Seguindo a tendência de rivais como o HB20 e Onix, a Citroën começou a padronizar os 6 airbags (frontais, laterais e de cortina) em mais versões, não apenas nas de topo.
- Reforços Estruturais: Pequenos ajustes na linha de produção em Porto Real (RJ) foram feitos para garantir melhor proteção em impactos laterais, visando uma nova rodada de testes com pontuação superior.
- Chegada do ADAS: Versões como a Shine do Basalt e do Aircross agora contam com o pacote de assistência ao motorista, incluindo frenagem autônoma de emergência e alerta de saída de faixa.
O Veredito: É Seguro Comprar Hoje?
Se você está olhando um Citroën seminovo (2023/2024), fique atento à presença de apenas 2 airbags. Eles não são “inseguros” para o padrão legal brasileiro, mas estão abaixo do que a concorrência oferece.
Já se o seu foco é um Citroën 2026 em diante, a história é outra. O salto em equipamentos de segurança ativa e passiva coloca a marca de volta no jogo. A plataforma CMP é global e muito rígida; com os equipamentos certos, o carro se torna uma das opções mais equilibradas para quem busca proteção urbana e rodoviária.
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