O motor 1.2 de 3 cilindros da Citroën é premiado mundialmente pela sua economia e eficiência. Porém, ele possui uma característica técnica que todo dono (ou futuro dono) precisa saber: a correia dentada banhada a óleo.
Diferente dos motores tradicionais, onde a correia trabalha seca, aqui ela é lubrificada pelo próprio óleo do motor. Isso reduz o ruído e o atrito, mas exige um cuidado redobrado.
1. O perigo do óleo errado
O maior inimigo deste motor não é a quilometragem, mas o óleo incorreto. Se você usar um óleo que não tenha a especificação exata da montadora (geralmente o 0W30 com norma PSA B71), a química do óleo pode reagir com a borracha da correia.
2. O que acontece se falhar?
Se a correia começar a se esfarelar devido ao óleo errado:
- Os resíduos de borracha entopem o “pescador” da bomba de óleo.
- A luz de pressão de óleo acende no painel.
- O motor pode sofrer falta de lubrificação e travar.
3. Como evitar problemas?
- Use apenas o óleo recomendado: Nunca aceite o “óleo genérico” do posto ou da oficina rápida. Verifique sempre se o frasco menciona a homologação da Citroën/PSA.
- Antecipe a verificação: Embora o manual fale em trocas longas, especialistas recomendam inspecionar visualmente o estado da correia (pelo bocal de enchimento de óleo) a cada 10.000 km.
- Troque o óleo por tempo: Se você usa o carro pouco (uso severo/urbano), troque o óleo a cada 6 meses, mesmo que não tenha atingido a quilometragem.
Conclusão: O motor 1.2 é fantástico e faz médias de consumo incríveis (chegando a 15-16 km/l na cidade). O segredo para ele durar 200 mil km é apenas um: rigor absoluto com o óleo.
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