Artigo atualizado em 9 de maio de 2026 por João Daniel
O Citroën Basalt 2026 chegou às concessionárias com uma missão clara: democratizar o estilo SUV-cupê, antes restrito a modelos mais caros como o Fiat Fastback e o VW Nivus. Com preços partindo da casa dos R$ 94 mil (na versão aspirada) e chegando a cerca de R$ 115 mil na topo de linha Dark Edition, o Basalt aposta no design emocional e no generoso porta-malas de 490 litros para conquistar o consumidor brasileiro.
O modelo é o terceiro integrante do projeto C-Cubed (após C3 e Aircross) e traz o refinamento que faltava aos irmãos, com um interior mais escurecido e a solução definitiva para os vidros elétricos traseiros nas portas.
Desempenho e Versões
O Basalt oferece duas opções de “coração” sob o capô:
- 1.0 Firefly (Aspirado): Ideal para motoristas de aplicativo e uso estritamente urbano. É um motor econômico e de manutenção barata, embora exija paciência em ultrapassagens na estrada.
- 1.0 Turbo 200 (130 cv): Acoplado ao câmbio CVT de 7 marchas, transforma o Basalt em um carro ágil. É a escolha certa para quem viaja ou quer o conforto do câmbio automático.
- Espaço Interno: Com 2,64 m de entre-eixos, o Basalt oferece um espaço para pernas surpreendente na segunda fileira, superando muitos SUVs compactos da categoria superior.
Atenção aos Primeiros Relatos
Como todo lançamento, o Basalt 2026 exige atenção a alguns detalhes relatados por proprietários e em boletins técnicos (Recall):
- Coletor de Admissão: Fique atento se o carro apresentar perda de potência ou marcha lenta irregular. Houve um recall recente para a substituição do corpo do coletor de admissão em algumas unidades dos motores T200.
- Luz de Injeção e Sensores: Relatos de “engasgos” em retomadas costumam estar ligados à calibração do software da injeção direta. Certifique-se de que o carro passou pelas atualizações de módulo na concessionária durante as revisões.
- Dificuldade de Partida a Frio: Em unidades flex usando apenas gasolina, o motor pode demorar a pegar em manhãs muito frias. A solução paliativa é manter pelo menos 20% de etanol no tanque ou garantir que a bateria esteja com a carga 100% em dia.
Curiosidade: Por que o nome “Basalt”?
Diferente dos tradicionais nomes alfanuméricos da marca (C3, C4, C5), a Citroën escolheu Basalt (Basalto) para remeter à rocha vulcânica que é símbolo de resistência e solidez. O objetivo é afastar a ideia de que o carro é “frágil”, uma percepção que a marca francesa lutou para mudar no Brasil ao longo da última década. Além disso, o design cupê foi inspirado no conceito de “tensão dinâmica”, tentando unir a robustez de um SUV com a elegância de um sedan.
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